PARE, PRESTE ATENÇÃO!

Uma atitude abusiva, antidemocrática e ilegal encerrou a reunião do dia 20 de novembro de 2017, em Pontal do Paraná, no litoral do Estado. O encontro buscava discutir a execução de obras questionáveis na região, como uma Faixa de Infraestrutura – que prevê a construção de uma nova rodovia de pista simples de 20 km de extensão e um canal de drenagem ligando praia de Leste à zona portuária e industrial de Pontal do Paraná, em frente à Ilha do Mel.

Só os dois empreendimentos custariam R$ 369 milhões.

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DESTRUIÇÃO DO MEIO AMBIENTE

O Conselho de Desenvolvimento Territorial do Litoral do Paraná (COLIT) induzido por um representante do governo do Estado – aprovou ao fim da reunião o licenciamento da Faixa.

Isso foi feito mesmo diante de ressalvas e protestos de organizações ambientais e da Universidade Federal do Paraná (UFPR), que integram o conselho.

Elas pediram vista do processo considerando as fragilidades e inconsistências do estudo de impacto ambiental. De tão incompleto, ele não considerou muitos dos incontáveis prejuízos ambientais e sociais que as obras vão gerar.

O pedido de vista chegou a ser aceito, mas, no final da reunião, foi cassado por indução da Procuradoria Ambiental do Estado do Paraná. No COLIT, a procuradoria representa os interesses do Governo do Estado.

Com a manipulação, a solicitação de licença prévia para construção da Faixa entrou em votação pelos membros do Conselho. Foi aprovada por 22 votos a 5.

Às vésperas das eleições, o Governo do Estado tem interesse na urgência da execução das obras, mesmo diante das fragilidades técnicas das propostas.

Só a construção da rodovia, destruiria 500 hectares de Mata Atlântica, ou cinco milhões de metros quadrados! E isso na região que concentra a maior área contínua do bioma no Brasil em bom estado de conservação.

As obras também expulsariam comunidades tradicionais que ocupam a região há séculos. A pesca tradicional seria comprometida e as pessoas obrigadas a deixar o local.

A história vendida à população é que a rodovia vai desafogar o trânsito e beneficiar o turismo e comércio. Mentira. A verdade, é que ela vai favorecer o trânsito intenso de caminhões e ter uma única função: viabilizar a construção de um porto privado em Pontal do Paraná.

Ele seria feito a 3 km da Ilha do Mel, que é um patrimônio natural protegido por Lei. Na região existe, ainda, a Baía dos Golfinhos, uma espécie de “berçário dos botos cinzas”, animais ameaçados de extinção.

Depois da estrada, seriam feitos um canal de drenagem, um gasoduto, uma ferrovia e uma linha de transmissão de energia.

O porto, portanto, não vem sozinho. O que se pretende, na verdade, é a instalação de um complexo industrial para atender à indústria do pré-sal e a instalação de uma duvidosa termelétrica na região. Sem falar na enorme possibilidade de venda do empreendimento, depois de finalizado, aos chineses. Há anos, eles lucram com o setor de logística em estados como o Paraná.

Dá para imaginar o tamanho do estrago?

Vamos pagar para destruir um patrimônio natural, ser conivente com o assassinato de espécies raras e preciosas e ainda gerar prejuízos ambientais e sociais irreversíveis a Pontal do Paraná e à Ilha do Mel?

As populações locais vão passar a conviver com poluição, destruição diária de fauna e flora, tráfego pesado de caminhões, criminalidade, drogas e prostituição. Mazelas comuns a cidades portuárias.

Tudo para beneficiar um porto privado e enriquecer ainda mais latifundiários milionários além de outros beneficiários diretos.

Depois da cassação ilegal do pedido de vista, o lançamento do edital para contratação das obras em Pontal está previsto para ocorrer nos próximos dias.
No fim do mandato do governador do Paraná, Beto Richa e antes das eleições de 2018.

Por que a urgência?

Vamos permitir?

OPINIÃO PÚBLICA

Basta

Por uma gestão correta e transparente dos recursos públicos e do patrimônio natural, água, ar, oceanos, praias, rios, fauna e flora limpos e despoluídos para as futuras gerações. Sem chance para mais retrocessos ambientais .
Lucas Gomes
Curitiba

Não ao Retrocesso Ambiental!

Não precisamos de Porto! Não precisamos de estrada que vai beneficiar só empresários! Precisamos de IDH, saúde e educação. Precisamos de turismo ecológico!

Helenita Forcelini
Pontal do Paraná

PRESSIONAR O GOVERNO DO ESTADO



INSTITUIÇÕES ENVOLVIDAS

Parceiros Salve a Ilha do Mel

#SALVEAILHADOMEL é um movimento e uma união de entidades apartidárias e sem fins lucrativos.